O sonho de ter asfalto na rodovia que liga à região do turismo em Nobres segue adiado. A pavimentação asfáltica da MT‑351, trecho que interligará a MT‑241 à BR‑163, com previsão de início das obras para o começo de março, ou seja, há exatos 60 dias, ainda não saiu do papel e enfrenta uma série de obstáculos que geram ansiedade e desconfiança entre moradores, produtores e motoristas da região.
Licenciamento ambiental e estudos de cavernas são os principais obstáculos
Segundo informações apuradas pela reportagem, o principal motivo da demora está no processo de licenciamento ambiental, conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA). Para liberar a obra, o órgão exige estudos técnicos detalhados, entre eles as avaliações espeleológicas, análises que identificam e mapeiam áreas de cavernas e formações rochosas na região, visando proteger esse patrimônio natural e seus ecossistemas.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SINFRA), já contratou uma empresa especializada para realizar todos os levantamentos e estudos exigidos. Ainda assim, a análise da documentação e a emissão das autorizações seguem em tramitação, paralisando todo o cronograma e impedindo que as máquinas entrem em operação.
Comunidade divide-se entre esperança e desconfiança
Enquanto a papelada não é concluída, a população convive com a poeira, e os riscos de acidentes diários na estrada. A obra é vista como fundamental para melhorar a segurança no trânsito, facilitar o escoamento da produção agropecuária, turismo e aquecer a economia local, mas a demora está minando a confiança no cumprimento dos compromissos assumidos.
Muitos moradores já demonstram ceticismo. Há relatos de pessoas que acreditam que a licitação para a execução do serviço pode ter sido mal elaborada ou considerada “fracassada”, o que explicaria tantos problemas logo na fase inicial do projeto. “Já perdemos as contas de quantas vezes prometeram o asfalto. Agora é entrave ambiental, depois é falta de recurso… será que a obra vai mesmo sair?”, questionou um morador que trafega diariamente pela rodovia.
Prejuízos que vão além do desconforto
O atraso não traz apenas transtornos. A falta de pavimentação encarece o transporte de mercadorias, aumenta os custos de manutenção de veículos e torna a região menos atraente para novos investimentos. Para os produtores rurais, cada dia de espera representa prejuízos na hora de entregar a produção e, consequentemente, menor lucratividade.
A população cobra agora agilidade dos órgãos responsáveis, pedindo que se encontre um equilíbrio entre a preservação do meio ambiente e a necessidade urgente de infraestrutura.
A reportagem do Folha de Nobres segue acompanhando o caso e buscará esclarecimentos oficiais sobre o prazo para conclusão dos estudos, liberação do licenciamento e início efetivo da obra.
Reportagem: Equipe Folha de Nobres
















