Quem se recordaria dos cometimentos de ontem para aportar no presente em outra realidade?
Desde o ano de 2.013, ou que seja, antes desse período, que determinadas pessoas ligadas ao trade turístico posavam de sábias e de conhecedoras profundas dos mistérios dessa atividade que depende (e muito!) dos clientes (turistas) e da natureza.
Há anos que o município vem tentando implantar o voucher, que nada mais é que um recibo fornecido ao cliente pelo serviço prestado. Não se pode ignorar que o voucher seja fator de fortalecimento da atividade turística e quem sonega informações, seja ela de que tipo for, só prejudica a própria atividade.
O voucher, mesmo que manual, foi ignorado e alguns empresários só tinham olhos ao próprio lucro, sem se ater para a realidade que há na valorização do trabalho, do próprio empresário, dono de atrativo e do município como um todo.
Gente que já esteve em Bonito (MS) e sempre soube do profissionalismo existente nas práticas turísticas e empresariais daquele município, saiu-se com essa de que “Nobres é mais que Bonito, é Lindo”. A frase, cai no agrado de muita gente por aqui, mas não se levou em conta o conteúdo, o conjunto da obra.
Mais que Bonito, não é e nunca foi, exatamente porque lá o turismo é levado à sério e o nome do município está atrelado a tudo que se faz e se prática em termos de negócios do turismo. A Prefeitura Municipal de Bonito puxa a fila daquilo que eleva o nome do município, onde tudo tem respeito e funcionalidade. Tudo gira em torno do nome, Bonito. Camisetas, chaveiros, lembranças, artesanatos, tudo enfatiza Bonito.
E nessa lista da valorização, os guias de turismo são respeitados e ninguém frequenta um ambiente turístico sem que se tenha um voucher e sem que os guias estejam à frente das visitações. E um outro fator de diferença, é que muitos dos locais visitados pertencem a empresários, donos de fazendas, onde mesclam a atividade turística com o agronegócio.
A força do turismo em Bonito está no valor agregado, onde a Prefeitura do município e a Câmara dos Vereadores determinam as regras, estas que são respeitadas pelos empresários. Toda essa contextualização faz do turismo um negócio elaborado, em cadeia, que agrega valor à atividade, além de um alinhamento geral quanto ao melhor tratamento dispensado aos turistas.
Está implantado ali o entendimento de que a atividade turística tem começo, meio e fim, onde as leis são respeitadas e, consequentemente, o meio ambiente seja relevante na conjuntura denominada de atividade fim.
É lamentável, ter que reconhecer as práticas desiguais por aqui, a inegável sonegação de impostos, desde quando o recibo poderia ser aplicado manualmente e a ganância não permitia. Os preços praticados, segundo dizem, é ao bel prazer de cada responsável. Cobra-se de cada um como se aquela fosse a primeira e a última vez que o visitante fosse estar ali ou acolá.
Optaram pelo Simples Nacional, desobrigando-se de qualquer satisfação para com o ente municipal, salvo a regular aplicação da emissão do voucher, sem regras e ao bel prazer de cada um.
Já houve relatos que, onde as possibilidades permitiam 50 visitações, o volume seria triplicado. Se haver fundo de verdade nesses relatos, tudo vem a somar-se aos valores cobrados, o que afasta o turista doméstico e aqueles com melhor poder aquisitivo, buscam outros municípios, outros estados, onde o tratamento dispensado é de qualidade e a preços acessíveis.
Enfim, o turismo em Nobres enfrenta um momento difícil e alterar essa realidade, além da necessidade de se aprender com os erros do passado, terá que haver respeito ao município e aos órgãos ligados ao meio ambiente, ao fisco e, principalmente, ao turista, seja ele daqui de Nobres, do resto do Brasil e aos internacionais; colocando todos no mesmo nível de receptividade.
E não é só quando a coisa aperta que o município e o Estado sejam a tábua de salvação. Em todo tempo, o respeito às leis e ao dinheiro de quem pode pagar, são fatores preponderantes para a retomada do crescimento da atividade turística no município de Nobres.
Nobres não precisa ser mais que Bonito, e pra continuar sendo lindo, muita gente vai ter que baixar a guarda e calçar as sandálias da humildade, respeitando, primeiramente, o meio ambiente, depois os turistas e as leis que emanam do município.
O resto, é só ganância e pressa diante do muito por fazer e, primordialmente, aprender com os erros do passado.
















