Ex-prefeito de Nobres confirma declaração e diz ter orgulho de desmatar mais de 30 mil hectares em Mato Grosso

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Reportagem publicada pelo portal UOL no dia 24 de agosto repercutiu fortemente em todo o Estado, Brasil e Mundo: o ex-prefeito de Nobres, Devair Valim de Mello, confirmou as declarações dadas em vídeo e aprofundou sua linha de raciocínio ao conversar com nossa equipe.

Ele confirmou que desmatou na área da Gleba Coqueiral antes da criação do assentamento e, durante seu mandato como prefeito entre 1997 e 2000, utilizou recursos da prefeitura para abrir mais de 20 mil hectares. Como produtor e político, calcula que já transformou mais de 30 mil hectares e reafirma publicamente: tem orgulho do que fez.

 Fiz para desenvolver a região. O objetivo foi gerar emprego e renda. Porque onde não há produção agrícola e pecuária, a fome e a miséria prosperam, justifica.

Comparação e resultados que ele defende

Valim cita como exemplo áreas que permaneceram com pouca ocupação produtiva:

 Veja a Baixada Cuiabana: Poconé, Barão de Melgaço, Livramento, Santo Antônio do Leverger, locais onde, segundo ele, cerca de 80% da população vive na pobreza. Diferente disso, conta que na sua região:

“Conseguimos organizar pequenos grupos produtivos em 50 mil hectares: formamos pastagens, áreas de verduras, legumes, lavouras de soja, milho, arroz, gergelim e outras culturas. Também incentivamos o turismo, que hoje é cartão de visita em Mato Grosso. Se essa área não tivesse sido aberta, o assentamento seria apenas um depósito de miséria.”

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Críticas ao modelo ambiental e ao governo

Ele ataca a visão que considera predominante na administração pública:

 O atual governo prefere manter o homem na pobreza, dependente, e não independente. Diz que combate o desmatamento, mas na prática mantém muita gente parada. Eu prefiro ver o homem em pé, produzindo, mesmo que a árvore fique deitada.

Sua proposta vai além da prática que já exerceu: defende mudança radical na legislação ambiental.

Em seus estudos, segundo Valim, são comprovados;  Arvores, florestas não produzem chuvas, senão os rios amazonas e madeira, não secavam, porque ambos estão no centro da floresta mundial da américa do sul.

E outra, é uma farsa, uma mentira que a Amazônia é a maior floresta do mundo. A maior floresta do mundo é Taiga que está no Hemisfério Norte com 12 milhões de kilometros.

Se tivesse poder, mudaria a lei: deixaria apenas 20% da floresta amazônica em pé e abriria 80%. A ideia é gerar trabalho, renda e alimentos para o Brasil e para o mundo que passa fome, argumenta.

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“Não queremos ser a ‘favela do mundo”

 Países da Europa, Estados Unidos e Ásia já abriram mais de 97% das suas matas originais, mas querem que o Brasil permaneça intacto, como se fosse a “favela ambiental” do planeta. Para não chegarmos a esse ponto, defendo liberar 80% da Amazônia e rever também as regras do Cerrado, mantendo apenas o essencial.

Sua prioridade é clara:

 Primeiro vem o ser humano. Se o homem produzir e tiver fartura, também sobrará alimento para os animais. E deixa seu recado final com firmeza:

“O que realmente importa é viver bem, trabalhando e produzindo com as próprias pernas, nunca vivendo de esmolas nem dependendo de políticos vigaristas.”

Reafirma também sua oposição aos órgãos ambientais 

A SEMA, IBAMA E SIENEBIL funciona como um verdadeiro câncer no crescimento. Tudo que faz é atrasar o agronegócio e o desenvolvimento econômico do nosso estado e da nossa nação, finalizou Devair Valim.

 

 

 

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