Balanço de fim de governo aponta possível abandono de causas
A administração do prefeito Leocir Hanel, de oito anos ininterruptos, tem muito a comemorar em termos de infraestrutura viária, ao menos na área urbana. Embora esses números no quesito estruturante sejam razoáveis, a qualidade do pavimento implantado na área seja duvidosa.
Muito do que já se implantou de pavimento ainda agora está em deterioração. Na avenida Mário Abraão, entre a rua Almerinda e Pedro Nolasco, um enorme buraco está aberto. No Jardim Carolina, o pavimento já apresenta sinais de deterioração.
Na área social, de acordo com informações, no Lar dos Idosos há necessidade de se formar uma comissão, ainda em dezembro, para checar o funcionamento da casa, como é conduzido os gastos e a origem dos recursos ali empregados. E ainda há a necessidade de se conhecer o estado de saúde de cada idoso.
Na zona rural, já informamos a situação das estradas em vários setores, onde o subprefeito teria sido boicotado praticamente os mais de 36 meses, dependendo do apoio da administração central, onde as deficiências estruturantes são gritantes.
Mas há indicativos de que tudo vai mudar a partir de 2.025, segundo o prefeito eleito, José Domingos Fraga. Consta que a Secretaria Municipal de Infraestrutura funcionará onde está a necessidade, justamente na zona rural, na Roda d’Água.
Será uma mudança radical, e aqueles que quiserem seguir a secretaria terão que se instalar aonde ela estiver. O subprefeito Acendino ganha em tamanho e responsabilidade ao assumir uma pasta onde a comunidade rural sofre as carências de um governo centralizador.
Outro saldo negativo da gestão que está se findando é o fato de ostentar o rótulo de “trásparente”, colocando o poder público municipal como um empreendimento familiar, com familiares do gestor e da primeira dama em postos chave da administração.
A realidade atual mostra que aquele que vai continuar é o que se salvou pela competência e respeito para com os seus iguais. A pista está dada e quem continuar é porque esteve à altura do cargo que desempenhou.
A nota destoante e os desgastes estão claros no Turismo e na Cultura, no Social e na Agricultura. E se alguém perguntar porque uma candidata sem recursos e com uma estrutura de campanha paupérrima ter conseguido expressiva votação, os resultados pífios da administração municipal foram colaborativos para o crescimento da oposição.
E o fim do continuísmo é a expressão exata de que oito anos trazem desgaste ao mais dinâmico dos gestores. E muito mais para uma gestão que se destacou pela familiocracia e o descaso para com a Câmara de Vereadores e aqueles que representam o povo.
É apostar no futuro e acreditar que pode estar surgindo uma nova concepção de governo, onde os poderes vêm do povo e o exercício do poder não ocorre ao sabor dos interesses do gestor de plantão.










