Após amplos serviços de recuperação e conservação que beneficiaram as rodovias vicinais na zona rural, uma nova demanda surgiu: moradores de áreas rurais reivindicam com urgência a instalação de lombadas e quebra‑molas. O motivo é claro e preocupante: com as estradas agora em ótimo estado de conservação, muitos condutores passaram a trafegar em velocidades superiores a 100 km/h, muito acima do recomendado para essas vias, trazendo riscos graves à segurança e causando excesso de poeira que prejudica moradias, estabelecimentos comerciais, lavouras e criações ao longo do trajeto.
Regiões mais afetadas
Os pedidos se multiplicaram, especialmente nos trechos que dão acesso às comunidades Córrego Fundo e Seringal, além da saída para a rodovia MT‑241. Para os moradores, a fluidez agora garantida pelo bom estado do pavimento acabou virando problema, pois é usada por muitos motoristas como motivo para acelerar ao máximo.
Entendimento da administração: qualidade da via é o fator
Pela Subprefeitura, por meio da Secretaria de Obras, a explicação é direta, e até irônica: “se agora há solicitação de redutores, é sinal de que as estradas ficaram realmente boas”. O próprio fato de veículos atingirem velocidades elevadas, segundo a pasta, é consequência das melhorias estruturais implementadas, que deixaram o trajeto mais uniforme e sem buracos ou desníveis.
Providências já estão em andamento

O subprefeito Francisco Libério, ao destacar os investimentos e resultados nas estradas, informou que já agiliza todo o processo técnico e administrativo para instalação de redutores de velocidade, sempre com duas regras fundamentais: segurança total e estrita obediência à legislação vigente.
Alerta importante: instalar lombadas ou quebra‑molas por conta própria é totalmente proibido. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), essas estruturas são classificadas como ondulações transversais e só podem ser implantadas pelo poder público competente, depois de estudo técnico detalhado que prove que outras medidas, como placas de advertência, limites de velocidade, faixas de sinalização ou radares, não seriam suficientes para controlar o tráfego e garantir a segurança.
Equilíbrio necessário
A situação mostra um efeito positivo que, sem complementos, se transformou em risco: estrada boa é direito, mas tráfego seguro é obrigação. O objetivo da administração é manter a qualidade do trabalho realizado e, ao mesmo tempo, regulamentar a velocidade para proteger quem vive, trabalha e transita por essas vias rurais.














