O Festival do Milho, que se realiza em Nobres, na comunidade de Bom Jardim, é um evento que tem a “cara” da riqueza e o aporte de recursos para o festival atual não é de pequena quantia.
Não se é contra o evento que divulga o nome da Vila Bom Jardim, mas o alerta vem, por ser ano político e os recursos destinados para o evento estão sob os holofotes dos órgãos de fiscalização que costumam verificar detalhes mínimos do aporte de valores oriundos do erário.
A maioria absoluta da população de Bom Jardim não tem como “gastar” suas parcas economias em evento predominantemente caro, apesar dos recursos não serem de origem empresarial, segundo se apurou.
A população de Bom Jardim, de outro lado, não usufrui do turismo e nenhum empresário ou empresa não oferta nem uma única bola de futebol e nem incentiva os esportes com fardamentos e material esportivo para quem gosta.
O Festival de Milho, para quem dá duro em fazendas existentes no entorno da comunidade, participar de um acontecimento caro como é esse, é mexer na minguada economia doméstica.
Entre o aporte de recursos, em sua maioria, com origem em emendas de políticos, a prestação de contas é necessária e quanto maior a transparência, tanto melhor para a cúpula que organiza o Festival que neste ano não tem nenhum nome da mais alta prateleira artística nacional.
E para resumir, festa é festa, mas por onde passa dinheiro público, deixar tudo às claras é importante, tanto para o autor de alguma possível emenda parlamentar. Até porque, dinheiro público não é algo que se dê por aí, ao bel prazer daqueles que estão à frente do festival.
Boas festas, sucesso e a lembrança de que, quanto mais se fizer as coisas às claras, mais credibilidade o evento alcançará.
E uma sugestão, que tal futebol para a galera que não é milionária e que ama o futebol.













