O sonho de ver a rodovia MT-351 pavimentada, via que liga importantes regiões turísticas e econômicas de Nobres, Mato Grosso, continua distante. A obra, prevista para começar no início de março, ou seja, há exatos 90 dias, ainda não saiu do papel e enfrenta um dos principais obstáculos: a liberação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA).
O trecho a ser asfaltado interligará a MT-241 à BR-163, rota fundamental para o desenvolvimento de Nobres e região. A expectativa era que, nesta quarta-feira, dia 10 de junho, a SEMA concluísse a análise do estudo espeleológico, documento que mapeia cavernas e formações rochosas da área, com o objetivo de preservar o patrimônio natural e seus ecossistemas. No entanto, a autorização ainda não foi concedida.
Por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SINFRA), o governo do estado contratou uma empresa especializada para elaborar todos os levantamentos e estudos exigidos por lei. Mesmo assim, após nova análise técnica, o início das obras foi mais uma vez negado, gerando desconfiança entre a população.
Desconfiança toma conta de moradores e produtores
A demora já fez com que muitos perdessem a esperança. “Já perdemos as contas de quantas vezes prometeram o asfalto. Agora é entrave ambiental, depois é falta de recursos… será que a obra vai sair mesmo?”, questiona um morador que trafega diariamente pela rodovia.
Parte da comunidade levanta suspeitas sobre a condução do processo: “Muitos acham que a licitação pode ter sido mal elaborada ou até considerada ‘fracassada’, o que explicaria tantos problemas logo no começo”, relata outro habitante da região.
Prejuízos que vão além do desconforto
O atraso não causa apenas transtornos no dia a dia. A falta de pavimentação encarece o transporte de mercadorias, aumenta drasticamente os custos com manutenção de veículos e afasta novos investimentos.
Para os produtores rurais, cada dia de espera significa perdas na entrega da produção e queda na lucratividade. Já para o turismo, principal atividade econômica de Nobres, a estrada de terra se torna um obstáculo que reduz o fluxo de visitantes e prejudica toda a cadeia produtiva local.
População pede equilíbrio e agilidade
Enquanto os estudos seguem em análise, a comunidade cobra providências. A principal reivindicação é que os órgãos responsáveis encontrem um ponto de equilíbrio: garantir a preservação do meio ambiente sem deixar de atender à necessidade urgente de infraestrutura que impulsione o desenvolvimento da região.


















