Passado explode no colo de Pivetta e ameaça seus planos para o governo de MT

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Frases contra Bolsonaro e rejeição crescente nas pesquisas reacendem críticas e fortalecem Wellington Fagundes na disputa estadual

O anúncio feito por aliados de Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre um suposto apoio de Jair Bolsonaro à sua candidatura ao governo de Mato Grosso em 2026 tem causado desconforto dentro e fora do Partido Liberal (PL). A iniciativa, divulgada sem confirmação oficial, é vista por lideranças como uma manobra arriscada que pode acabar enfraquecendo Pivetta e favorecendo seus adversários, especialmente o senador Wellington Fagundes (PL).

Até o momento, nem Jair Bolsonaro nem Michelle Bolsonaro se manifestaram publicamente sobre o apoio anunciado pelo grupo de Pivetta. A ausência de confirmação alimentou dúvidas entre lideranças conservadoras, que avaliam que o vice-governador “contou vitória antes da hora” e tentou criar um fato político sem respaldo oficial.

Fontes do PL e de partidos aliados classificam o episódio como um erro de cálculo político. Segundo essas lideranças, a precipitação de Pivetta pode provocar reações dentro do campo da direita, aproximando Wellington Fagundes, Jaime Campos (União Brasil) e outras figuras influentes do cenário estadual em um movimento conjunto de resistência à tentativa de imposição de um nome por parte do grupo do vice-governador.

Além da falta de apoio confirmado, Pivetta enfrenta alto índice de rejeição e desempenho limitado nas pesquisas, mesmo contando com os aparatos da máquina pública a seu favor. Embora algumas sondagens mostrem Pivetta em posição parcial de destaque, ele não deslanchou como alguns esperavam, o que aumenta sua vulnerabilidade eleitoral.

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Em 2018, Pivetta foi um dos críticos mais duros de Jair Bolsonaro, com declarações que ainda repercutem fortemente:

“Um carioca que há trinta anos é deputado, que formou três filhos parlamentares também, mas que nunca criou uma galinha. Vive fazendo piada e bravata.” 

Essa fala, amplamente compartilhada nas redes sociais, reforça a lembrança de um posicionamento hostil antigo  que agora contrasta com a tentativa de aliança.

Nos bastidores, aliados avaliam que Pivetta tenta se reposicionar politicamente, buscando o apoio de Bolsonaro como forma de conquistar o eleitorado conservador, mas sem apresentar histórico de lealdade ou base eleitoral consolidada. A estratégia, segundo observadores, pode acabar tendo efeito contrário e estimular a união dos demais líderes de direita em torno de um projeto comum que exclua o vice-governador.

Enquanto isso, o senador Wellington Fagundes mantém-se como o nome mais competitivo dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso. Reconhecido pela coerência e fidelidade ao ex-presidente, Fagundes possui apoio de prefeitos, do agronegócio e de setores estratégicos do Estado. Pesquisas apontam que ele já lidera alguns cenários com folga em segundo turno simulados.

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O governador Mauro Mendes (União Brasil), que tem boa relação com Pivetta, evitou tomar posição clara, mas admitiu “ver com bons olhos” um eventual apoio de Bolsonaro. Nos bastidores, contudo, lideranças de diversos partidos avaliam que a tentativa de centralizar o bolsonarismo em torno de Pivetta não tem sustentação política e pode resultar em uma reação em bloco dos demais pretendentes ao governo.

Caso a movimentação de Pivetta não seja corrigida, o cenário pode culminar em uma aliança entre Wellington Fagundes, Jaime Campos e outras lideranças tradicionais um grupo que, junto, formará um contraponto poderoso à candidatura do atual vice-governador.

Sem o respaldo oficial de Bolsonaro, com rejeição crescente e desempenho aquém das expectativas, Pivetta vê sua estratégia política perder força antes mesmo de ganhar forma. O movimento que deveria consolidar sua candidatura pode, na prática, acelerar sua perda de apoio e fortalecer seus adversários dentro da própria base da direita.

Fonte: Portal Deixa que eu te conto

Por: Daniel Trindade

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