Um dos maiores tesouros naturais de Nobres segue abandonado; governo Mauro Mendes e Otáviano Pivetta transformam reabertura em discurso, sem obra estrutural que cumpra o prometido
Há mais de duas décadas, a Gruta da Lagoa Azul permanece trancada, entregue ao abandono e à frustração de quem vê ali o maior potencial turístico e econômico do município. O que deveria ser orgulho de Mato Grosso virou símbolo da ineficiência e da política de discursos fáceis praticada pelo governo Mauro Mendes, com a promessa, nunca cumprida, de reabertura até o final de 2026. Mais uma vez, a população e os moradores locais são vítimas de um roteiro velho: anúncios pomposos, licitações divulgadas como conquistas e obra que não sai do papel onde realmente importa.
A mais de um ano, o Estado fez o que sabe fazer de melhor: lançou editais, homologou processos e anunciou investimentos em infraestrutura, trilhas e acesso ao atrativo. A data-limite virou mantra oficial: “reabertura até 2026”. Mas, passado todo esse tempo, o que se vê é apenas maquiagem: alguma terraplanagem na entrada, ajustes superficiais no espaço de recepção e estacionamento, trabalhos rápidos, visíveis, mas que não resolvem absolutamente nada do essencial.
Enquanto o governo se gaba de pequenos avanços, o coração do atrativo permanece intocado. A estrutura interna da Gruta, área sensível e protegida dentro do Parque Estadual, que demanda planejamento técnico, projeto de ordenamento de uso e obras de segurança e conservação, continua como se nada tivesse sido feito. Não há preparo adequado no interior da caverna, não há estrutura que garanta segurança aos futuros visitantes nem respeito à fragilidade ambiental do local. É o típico “faz de conta” para parecer que trabalha.
Palco de enganação eleitoreira
Para a comunidade de Nobres, especialmente para quem vive do turismo, a situação já não surpreende, revolta. O que era esperança transformou-se em descrença total. “Não passa de instrumento de campanha. Usam a imagem da Gruta, prometem mundos e fundos, mas não cumprem. É só discurso para tentar levar o voto com mentiras”, desabafa dono de uma das principais agências de turismo da região, que pediu identificação preservada.
Ele resume o sentimento geral: “Há anos ouvimos a mesma história. Lançam licitações, fazem o básico para aparecer na foto, mas o que realmente importa, a estrutura dentro da Gruta, ninguém mexe. A promessa de abrir até fim de ano é mais uma falácia. Não acreditamos mais.”
Mesmo inserida em área de proteção ambiental, com projeto de ordenamento previsto e necessidade de cuidados especiais, a gestão estadual parece tratar a Gruta da Lagoa Azul apenas como cenário político. O governo Mauro Mendes e o vice Otáviano Pivetta transformaram um legado natural em mercadoria eleitoral: prometem para ganhar aplausos, mas não executam para entregar resultado.
20 anos de abandono, futuro incerto
Interditada por degradação há mais de 20 anos, a Gruta segue fechada, enquanto os recursos e a vontade política parecem faltar, ou melhor, parecem existir apenas quando há palanque montado. O turismo de Nobres sofre, a economia local deixa de crescer e a população percebe, cada vez mais claramente: a promessa de reabertura não passa de mais uma peça de marketing governamental, longe de ser compromisso com a verdade e com o desenvolvimento.
O tempo passa, os anos se sucedem e o maior tesouro de Nobres continua aprisionado entre a burocracia, o descaso e a falta de compromisso real do Governo de Mato Grosso. Até quando?
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