Vice-governador de Mato Grosso gera polêmica ao associar autismo a características sem diagnóstico; prefeito responde

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Declaração de Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre Abílio Brunini (PL) é criticada por especialistas e entidades que defendem direitos de neurodivergentes.

 A fala do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sobre um possível diagnóstico de autismo do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), gerou repercussão negativa entre especialistas e representantes de entidades que atuam com pessoas neurodivergentes. Durante evento de apresentação do projeto da Casa do Autista na capital, na terça-feira (25), o vice-governador afirmou que o prefeito “com certeza é autista”, associando características pessoais à condição sem avaliação médica.

Em resposta à repercussão, Brunini disse à reportagem da POST: “Pode ser que eu seja mesmo, acho que tem uma probabilidade de uns 60% de chance”.

Diagnóstico de TEA exige avaliação profissional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que só pode ser diagnosticada por profissionais qualificados – como psiquiatras, psicólogos ou neurologistas, com base em critérios estabelecidos e avaliação detalhada do desenvolvimento do indivíduo.

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“Associar características ao autismo sem respaldo técnico contribui para a desinformação e reforça estigmas que já dificultam a inclusão de pessoas com TEA na sociedade”, explica uma porta-voz da Associação de Pais e Amigos dos Autistas (APAE) de Cuiabá, que preferiu não se identificar.

Estigmas prejudicam inclusão

A declaração do vice-governador também levantou debates sobre o conceito de neurodiversidade, que considera diferenças neurológicas como parte da diversidade humana. Especialistas destacam que a falta de informação leva a visões distorcidas sobre pessoas com autismo, limitando suas oportunidades de estudo, trabalho e convivência social.

“A informação correta é fundamental para construir uma sociedade mais inclusiva. Cada pessoa com TEA tem características únicas, e só um diagnóstico adequado permite oferecer o suporte necessário”, afirma o neurologista Dr. Carlos Alberto Silva, que atua em Cuiabá.

 

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