Há 90 anos, nascia aquela que seria a matriarca da nossa família. Deram-lhe o nome de Izabel Rainha. A nossa Rainha. A que fazia o melhor café desse planeta, a melhor cozinheira, a melhor benzedeira, a melhor conselheira…
Ela é alegria, é coragem, é resistência. Bem-falante, prática, devota de Nossa Senhora e fiel ao guaraná ralado todas as manhãs.
Teve filhos, netos, bisnetos e trinetos. É um pedaço vivo da história. A casa dela sempre foi o ponto de encontro, o coração pulsante da família: Cheia de gente, cheia de risos, de crianças correndo e bagunçando, de adultos discutindo política ou rindo de histórias antigas, de cachorro latindo e gente comendo. Cheia de vida, porque ela está ali no centro de tudo.
Teve filhos, netos, bisnetos e trinetos. É um pedaço vivo da história. A casa dela sempre foi o ponto de encontro, o coração pulsante da família: Cheia de gente, cheia de risos, de crianças correndo e bagunçando, de adultos discutindo política ou rindo de histórias antigas, de cachorro latindo e gente comendo. Cheia de vida, porque ela está ali no centro de tudo.
Hoje, o tempo, com sua delicadeza e dureza, deixou marcas. Ela não tem mais a mesma energia, não prepara mais o café nem a comida. Esquece nomes com mais frequência e caminha com a ajuda da bengala. Mas continua sendo ela. Nossa Rainha. A mesma que acolhe com o olhar, que ainda emociona com sua fé, que nos une pelo simples fato de existir. Ela é raiz. É memória viva. É o laço invisível que mantém essa grande família de pé.
Hoje, celebramos seus 90 anos com gratidão. Gratidão pela vida longa, pelos ensinamentos passados no silêncio e nas palavras, pelas receitas, pelas histórias, pelos abraços.
Gratidão por ter sido — e continuar sendo — o maior exemplo de força que já conhecemos.
Feliz aniversário vovó!!

Texto: Patrícia Pedroso


















